Por Que Empreender Continua Sendo um dos Maiores Sonhos dos Brasileiros
Ter o próprio negócio continua entre os maiores sonhos dos brasileiros. Entenda por que tanta gente quer empreender e o que considerar antes de começar.
Neste artigo · 37 tópicos
- 1. Por que tantos brasileiros querem empreender?
- 2. O tamanho desse desejo no Brasil
- 3. Gráfico — Como o sonho de empreender ganhou espaço
- 4. 1. Empreender representa autonomia
- 5. Liberdade não significa trabalhar quando quiser
- 6. 2. Existe o desejo de melhorar a renda
- 7. 3. A tecnologia reduziu algumas barreiras de entrada
- 8. Fluxograma — Do sonho ao primeiro negócio
- 9. 4. Empreender virou uma carreira possível
- 10. Empreendedorismo não é superior ao emprego
- 11. 5. Muitas pessoas querem transformar habilidade em renda
- 12. Habilidade não é empresa
- 13. O empreendedor precisa aprender dois trabalhos
- 14. 6. O sonho de construir algo próprio possui uma dimensão emocional
- 15. Propósito é importante, mas negócio precisa pagar contas
- 16. Um livro sobre transformar vontade em execução
- 17. Sonho sem teste pode virar dívida
- 18. Como validar uma ideia pequena
- 19. Tabela — Sonhar x construir
- 20. Empreender por oportunidade x necessidade
- 21. O medo de fracassar também existe
- 22. Comece menor do que seu ego gostaria
- 23. O crescimento pode ser consequência, não ponto de partida
- 24. O papel do MEI na porta de entrada do empreendedorismo
- 25. Quando profissionalizar a estrutura
- 26. O que separa o sonho de um negócio sustentável?
- 27. Os cinco pilares depois da primeira venda
- 28. O empreendedorismo romantizado pode fazer mal
- 29. Você não precisa abandonar o emprego amanhã
- 30. O primeiro negócio não precisa ser o último
- 31. Plano — Da vontade à primeira venda
- 32. Gráfico conceitual — O que realmente aproxima alguém da primeira empresa
- 33. Checklist — O sonho está pronto para virar teste?
- 34. Perguntas Frequentes
- 35. O Brasileiro Não Sonha Apenas com uma Empresa. Sonha com Possibilidade.
- 36. Leitura recomendada: A arte de empreender do zero
- 37. Fontes e referências
Comprar a casa própria ainda ocupa um espaço especial no imaginário brasileiro. Mas existe outro desejo crescendo logo atrás dela:
ter o próprio negócio.
Segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2025, divulgado no Brasil pelo Sebrae, empreender foi o segundo sonho mais citado pela população brasileira, aparecendo em 40% das respostas e ficando atrás apenas da casa própria. O interesse cresceu seis pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Entre pessoas de 35 a 54 anos, o cenário é ainda mais significativo: ter o próprio negócio apareceu como o principal sonho desse grupo, passando de 37,7% em 2024 para 41,1% em 2025.
Não estamos falando apenas de pessoas que querem abrir startups, levantar investimentos ou construir empresas gigantes. O sonho pode ser muito mais simples — inclusive na forma de um nanonegócio:
- abrir uma loja;
- trabalhar como autônomo;
- vender comida;
- prestar serviços;
- montar um pequeno e-commerce;
- transformar uma habilidade em renda;
- assumir um negócio familiar;
- criar algo próprio.
Por trás dessas ideias existe uma combinação poderosa de expectativas.
Autonomia.
Renda.
Propósito.
Liberdade.
E, para muita gente, a sensação de finalmente construir algo que lhe pertence. Mas existe um detalhe que precisa ser colocado na mesa desde o começo:
sonhar em empreender e estar preparado para administrar uma empresa são coisas diferentes.
O empreendedorismo pode abrir oportunidades reais. Também traz risco, responsabilidade, incerteza e uma quantidade de trabalho que os vídeos motivacionais normalmente não mostram. É justamente essa diferença entre o sonho e a construção que vamos explorar.
Por que tantos brasileiros querem empreender?
Os motivos não são iguais para todo mundo. Para algumas pessoas, empreender representa liberdade. Para outras, necessidade. Há quem queira ganhar mais, quem deseje sair de um emprego que não oferece perspectiva e quem tenha identificado uma oportunidade concreta.
Os dados mais recentes do GEM mostram também uma mudança interessante: em 2025, o empreendedorismo por oportunidade voltou a ganhar espaço no país. A participação dos que empreendem por identificar oportunidades passou de 55% para 58%, enquanto a falta de emprego perdeu importância relativa como motivação. Isso não significa que necessidade deixou de existir. Significa que a história brasileira do empreendedorismo é mais diversa do que:
“As pessoas abrem empresas porque não conseguem emprego.”
O tamanho desse desejo no Brasil
O Brasil possui uma das maiores populações de potenciais empreendedores do mundo. Segundo dados divulgados pelo Sebrae com base no GEM, aproximadamente 42,5 milhões de adultos brasileiros gostariam de começar um negócio, colocando o país entre os maiores contingentes de empreendedorismo potencial avaliados internacionalmente. Outro levantamento do Sebrae apontava que cerca de 47 milhões de brasileiros não empreendedores desejavam abrir um negócio nos três anos seguintes. Não é uma tendência de nicho.
É uma aspiração presente em uma parcela enorme da população.
Gráfico — Como o sonho de empreender ganhou espaço
Posição relativa das aspirações apresentadas pelo GEM 2025.
Representação conceitual baseada na posição relativa apresentada pelo GEM 2025. Não representa escala estatística proporcional.
Representação conceitual baseada na posição relativa apresentada pelo GEM 2025. Não representa escala estatística proporcional.
O dado mais interessante talvez nem seja a posição no ranking. É a persistência. A vontade de ter um negócio aparece há anos entre as principais aspirações dos brasileiros e ganhou força novamente no levantamento mais recente.
1. Empreender representa autonomia
Provavelmente esse é um dos elementos mais sedutores. Quem trabalha para outra organização precisa lidar com:
- chefia;
- horários;
- políticas internas;
- planos de carreira;
- decisões que não controla.
O negócio próprio parece oferecer o oposto:
“Eu decido.”
E existe verdade nisso. O empreendedor possui autonomia para definir muitas coisas. Mas autonomia empresarial não significa ausência de cobrança. O chefe desaparece. Em seu lugar surgem:
- clientes;
- fornecedores;
- impostos;
- contas;
- prazos;
- caixa;
- concorrentes.
Você ganha liberdade para decidir. Também ganha responsabilidade pelas consequências.
Liberdade não significa trabalhar quando quiser
Esse é um dos mitos mais persistentes.
“Vou empreender para não ter horário.”
Dependendo do negócio, você pode acabar trabalhando mais do que antes, especialmente no começo. A diferença é que existe maior possibilidade de decidir como construir essa rotina no longo prazo. Por isso, autonomia deveria ser entendida como:
capacidade crescente de controlar o próprio trabalho
e não:
ausência total de obrigações.
2. Existe o desejo de melhorar a renda
Salários possuem limites relativamente previsíveis. Em um negócio próprio, pelo menos em teoria, o potencial de crescimento não está limitado à mesma estrutura. Isso atrai. Imagine alguém que recebe R$ 4 mil por mês. Ela pensa:
“Se eu conseguir dez clientes pagando R$ 1.000, posso faturar R$ 10 mil.”
A matemática parece maravilhosa, mas uma precificação responsável precisa considerar toda a operação. Mas faltam elementos. Dos R$ 10 mil podem sair:
- impostos;
- ferramentas;
- aquisição de clientes;
- aluguel;
- fornecedores;
- funcionários;
- transporte;
- inadimplência.
Faturamento não é salário.
Ainda assim, o potencial de construir uma fonte de renda própria continua sendo uma motivação poderosa.
3. A tecnologia reduziu algumas barreiras de entrada
Há algumas décadas, montar determinados negócios exigia:
- loja física;
- linha telefônica;
- anúncios impressos;
- estoque grande;
- estrutura local.
Hoje, uma pessoa pode começar determinados modelos com:
- smartphone;
- WhatsApp;
- Instagram;
- marketplace;
- site simples e marketing digital;
- ferramentas em nuvem.
Isso não tornou empreender fácil. Tornou alguns testes mais acessíveis. Um designer pode trabalhar de casa. Uma confeiteira recebe pedidos pelo WhatsApp. Um consultor atende por videoconferência. Um pequeno lojista vende online. A infraestrutura para testar uma ideia ficou mais acessível em muitos segmentos.
Fluxograma — Do sonho ao primeiro negócio
Transforme a motivação inicial em uma oferta pequena que possa ser validada.
- 1QUERO EMPREENDER
- 2POR QUÊ?
- 3AUTONOMIARenda ou oportunidade.
- 4QUAL PROBLEMA CONSIGO RESOLVER?
- 5QUEM PAGARIA?
- 6CONSIGO TESTAR PEQUENO?
- 7PRIMEIRA OFERTA
- 8PRIMEIRAS VENDAS
- 9VALIDARAjustar e crescer.
O problema começa quando alguém pula diretamente de:
“quero empreender”
para:
“vou investir tudo.”
4. Empreender virou uma carreira possível
Durante muito tempo, a imagem de sucesso profissional estava fortemente associada a:
- diploma;
- emprego estável;
- carreira longa;
- promoção.
Esse modelo continua válido para milhões de pessoas. Mas deixou de ser o único imaginário possível. Hoje, alguém pode construir carreira como:
- autônomo;
- freelancer;
- microempreendedor;
- criador;
- consultor;
- dono de pequeno negócio.
Não existe obrigação de escolher um único caminho para toda a vida.
Empreendedorismo não é superior ao emprego
Essa observação é importante. Transformar empreendedorismo em símbolo de superioridade cria uma narrativa perigosa. Ter emprego não significa falta de coragem. Abrir empresa não significa automaticamente independência. Existem excelentes carreiras profissionais. E negócios ruins. A escolha precisa fazer sentido para:
- perfil;
- objetivos;
- momento;
- tolerância ao risco.
5. Muitas pessoas querem transformar habilidade em renda
Às vezes o primeiro negócio não nasce de uma grande ideia. Nasce de algo simples:
“As pessoas já me pedem para fazer isso.”
Uma pessoa sabe:
- cozinhar;
- consertar;
- ensinar;
- fotografar;
- vender;
- organizar;
- programar;
- desenhar.
Até que aparece:
“Você cobra para fazer isso?”
Esse momento pode ser o início.
Habilidade não é empresa
Saber cozinhar não significa saber administrar restaurante. Ser bom designer não significa saber vender design. Conhecimento técnico é uma parte do negócio. Depois entram:
- preço;
- marketing;
- vendas;
- caixa;
- atendimento;
- processos.
É por isso que bons profissionais nem sempre se tornam bons empresários automaticamente.
O empreendedor precisa aprender dois trabalhos
A habilidade técnica precisa caminhar junto com a administração do negócio.
- TRABALHO 1Fazer aquilo que vende.
- TRABALHO 2Administrar o negócio.
- EMPRESA SUSTENTÁVEL
Um fotógrafo precisa fotografar. Mas também:
- conseguir clientes;
- enviar proposta;
- cobrar;
- organizar agenda.
Uma confeiteira precisa produzir. Mas também:
- calcular custos;
- comprar insumos;
- divulgar;
- controlar pedidos.
6. O sonho de construir algo próprio possui uma dimensão emocional
Nem tudo é dinheiro. Existe uma satisfação específica em pensar:
“Eu construí isso.”
Pode ser:
- uma loja;
- uma marca;
- uma carteira de clientes;
- um produto;
- uma equipe.
Esse sentimento explica parte da força cultural do empreendedorismo. É também por isso que o fracasso empresarial pode doer tanto. A pessoa não perde apenas dinheiro. Às vezes sente que perdeu um pedaço da própria identidade.
Propósito é importante, mas negócio precisa pagar contas
Essa é outra conversa necessária. É comum ouvir:
“Encontre seu propósito e o dinheiro virá.”
Não existe garantia disso. Um negócio precisa combinar:
Propósito dá direção, mas precisa encontrar competência, cliente, demanda e viabilidade econômica.
- 1PROPÓSITO
- 2COMPETÊNCIA
- 3CLIENTE
- 4DEMANDA
- 5MODELO ECONÔMICO
Propósito pode dar direção. Cliente mantém a empresa funcionando.
Um livro sobre transformar vontade em execução
Essa ponte entre vontade e construção é justamente um dos temas de A arte de empreender do zero: Como tirar do papel e construir um negócio com propósito, de Elias Torres. A apresentação da obra parte da trajetória do autor e aborda temas como:
- crescimento;
- liderança;
- empreendedorismo;
- vendas;
- execução;
- propósito.
O livro não precisa ser tratado como promessa de sucesso. Sua utilidade está justamente na reflexão sobre tirar a ideia do campo da intenção e levá-la para execução, liderança e construção de negócio.
Sonho sem teste pode virar dívida
Um dos erros mais perigosos é interpretar entusiasmo como validação. Você conta a ideia para dez amigos. Todos dizem:
“Nossa, isso vai bombar!”
Mas ninguém compra. Opinião positiva não é o mesmo que demanda. Antes de investir muito, teste.
Como validar uma ideia pequena
Pergunte:
Existe problema?
Não apenas uma ideia bonita.
Quem sofre com isso?
Defina o cliente.
Quanto ele paga hoje para resolver?
Descubra alternativas.
Consigo vender antes de estruturar tudo?
Faça um teste.
Alguém comprou novamente?
Recompra é um sinal muito forte.
Tabela — Sonhar x construir
| Sonhar em empreender | Construir um negócio |
|---|---|
| Ter ideia | Testar demanda |
| Imaginar receita | Calcular margem |
| Pensar em liberdade | Organizar rotina |
| Criar marca | Conseguir clientes |
| Abrir CNPJ | Criar processo |
| Fazer primeira venda | Gerar recompra |
| Faturar | Controlar caixa |
| Trabalhar por conta | Administrar risco |
O primeiro lado inspira. O segundo sustenta.
Empreender por oportunidade x necessidade
Nem toda empresa nasce pelo mesmo motivo. O GEM diferencia motivações e contextos de empreendedorismo. Em 2025, o empreendedorismo por oportunidade voltou a avançar no país: 58% dos empreendedores iniciais estavam associados a essa lógica, contra 55% no ano anterior. Empreender por oportunidade pode surgir quando alguém identifica:
- demanda não atendida;
- tendência;
- nicho;
- tecnologia;
- público mal atendido.
Já o empreendedorismo por necessidade pode aparecer quando o negócio representa uma alternativa diante de falta de renda ou emprego. Os dois podem gerar boas empresas. Mas o ponto de partida influencia as condições disponíveis para planejar.
O medo de fracassar também existe
Se tanta gente quer empreender, por que nem todo mundo começa? Porque desejo e ação são coisas diferentes. Algumas barreiras comuns:
- medo;
- dinheiro;
- conhecimento;
- burocracia;
- família;
- falta de cliente;
- insegurança.
O medo não precisa desaparecer antes do primeiro passo. O que pode diminuir é o tamanho da aposta.
Comece menor do que seu ego gostaria
Essa talvez seja uma das recomendações mais úteis. Você não precisa:
- abrir loja;
- contratar equipe;
- comprar 1.000 unidades.
para provar que é empresário. Talvez seja melhor começar com:
- cinco clientes;
- 20 produtos;
- uma oferta;
- um canal.
Pequeno permite aprender.
O crescimento pode ser consequência, não ponto de partida
Uma sequência mais prudente para validar antes de ampliar a estrutura.
- 1TESTAR
- 2VENDER
- 3APRENDER
- 4REPETIR
- 5ORGANIZAR
- 6REINVESTIR
- 7CRESCER
Essa sequência não garante sucesso. Mas reduz a chance de construir estrutura antes de validar mercado.
O papel do MEI na porta de entrada do empreendedorismo
Para milhões de brasileiros, o MEI tornou-se uma das formas de formalização de pequenos negócios. O modelo possui requisitos, atividades permitidas e limites específicos que precisam ser conferidos nas fontes oficiais antes da formalização. O importante aqui é compreender o papel dessa estrutura:
reduzir parte da distância entre trabalhar informalmente e operar como negócio formal.
Em 2025, o Brasil registrou mais de 5,1 milhões de novas empresas, e 96,4% das aberturas foram de pequenos negócios, segundo dados divulgados pelo Sebrae. Isso ajuda a mostrar como o empreendedorismo não é apenas sonho. Existe uma quantidade gigantesca de pessoas tentando colocá-lo em prática.
Quando profissionalizar a estrutura
Imagine que você começou:
- usando WhatsApp;
- Gmail pessoal ou e-mail com domínio próprio;
- planilha;
- pasta no computador.
Está tudo bem. Depois surgem:
- clientes;
- documentos;
- reuniões;
- propostas;
- arquivos;
- fornecedores.
Nesse momento, organização começa a ter peso.
Centralize e-mail profissional, documentos, arquivos, reuniões e agenda em uma estrutura que pode acompanhar o crescimento da empresa.
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A ferramenta não transforma uma ideia ruim em bom negócio. A função aqui é outra: ajudar a organizar a empresa que começou a funcionar.
O que separa o sonho de um negócio sustentável?
Não é coragem. Coragem ajuda. Mas existem elementos menos emocionantes:
- margem;
- caixa;
- cliente;
- preço;
- processo;
- disciplina.
Um negócio sobrevive quando consegue criar valor suficiente para o cliente e capturar parte desse valor de maneira economicamente sustentável.
Os cinco pilares depois da primeira venda
1. Cliente
Quem compra?
2. Oferta
Por que compra?
3. Margem
Sobra dinheiro?
4. Operação
Consigo entregar?
5. Repetição
Consigo fazer novamente?
Quanto mais previsível o ciclo, mais o projeto se aproxima de uma empresa.
- 1CLIENTE
- 2OFERTA
- 3VENDA
- 4MARGEM
- 5ENTREGA
- 6RECOMPRA
Quanto mais previsível fica esse ciclo, mais o projeto se aproxima de uma empresa.
O empreendedorismo romantizado pode fazer mal
Existe um lado pouco agradável do discurso empreendedor. Frases como:
“Durma enquanto eles dormem e acorde milionário.”
ou:
“Quem quer de verdade trabalha 18 horas.”
podem confundir dedicação com falta de gestão. Uma empresa saudável não deveria depender eternamente do esgotamento físico do dono. Trabalho duro pode fazer parte. Exploração de si mesmo não precisa virar modelo de negócios.
Você não precisa abandonar o emprego amanhã
Existe também uma falsa dicotomia:
“Ou sou empregado ou sou empreendedor.”
Algumas pessoas começam paralelamente. Testam. Aprendem. Constroem clientes. E somente depois decidem. Dependendo da situação pessoal, esse caminho pode reduzir risco. É necessário respeitar:
- contratos;
- conflitos de interesse;
- jornada;
- obrigações profissionais.
O primeiro negócio não precisa ser o último
Você pode começar:
- vendendo;
- prestando serviço;
- produzindo.
E descobrir que não gosta. Isso não significa que todo aprendizado foi perdido. Você aprendeu:
- vender;
- atender;
- negociar;
- calcular;
- administrar.
Empreendedorismo também produz repertório.
Plano — Da vontade à primeira venda
Semana 1
Defina:
- habilidade;
- problema;
- cliente.
Semana 2
Converse com:
- potenciais compradores;
- parceiros;
- pessoas do setor.
Semana 3
Monte:
- oferta;
- preço;
- forma de entrega.
Semana 4
Tente vender. Não espere:
- logo perfeito;
- site perfeito;
- escritório perfeito.
Teste a oferta.
Gráfico conceitual — O que realmente aproxima alguém da primeira empresa
Prioridades práticas para transformar intenção em uma operação real.
Representação conceitual, não estatística.
Representação conceitual, não estatística.
A mensagem não é que marca seja irrelevante. É que aparência não substitui operação.
Checklist — O sonho está pronto para virar teste?
Você não precisa marcar tudo para começar. Mas as respostas negativas mostram onde estudar antes de apostar mais dinheiro.
Perguntas Frequentes
Empreender é realmente um dos maiores sonhos dos brasileiros?
Empreender é o sonho número 1 dos brasileiros?
Quantos brasileiros querem abrir um negócio?
Por que os brasileiros querem empreender?
Preciso de muito dinheiro para começar?
É melhor começar como MEI?
Posso começar um negócio sem sair do emprego?
Preciso de site para começar?
Empreender garante liberdade financeira?
Qual é o primeiro passo para empreender?
Sobre o que fala A arte de empreender do zero?
O Brasileiro Não Sonha Apenas com uma Empresa. Sonha com Possibilidade.
Talvez o dado do empreendedorismo diga algo maior sobre o país. Ter o próprio negócio não representa apenas abrir CNPJ. Para muita gente, significa:
“Existe outro caminho.”
Outro jeito de ganhar dinheiro. Outro jeito de trabalhar. Outra possibilidade de construir alguma coisa. É por isso que o empreendedorismo continua ocupando um lugar tão alto entre os sonhos brasileiros. Mas existe uma diferença essencial entre admirar esse sonho e romantizá-lo. Empreender pode ser extraordinário. Também pode ser difícil. O caminho mais responsável não é dizer:
“Largue tudo e siga seu sonho.”
É dizer:
**“Teste seu sonho.”**
Encontre cliente. Faça conta. Comece pequeno. Aprenda. Repita. Depois decida quanto deseja crescer. O empreendedor que coloca uma pequena oferta na rua e recebe sua primeira venda aprendeu muito mais sobre seu negócio do que alguém que passou seis meses apenas planejando. Sonho inicia a jornada.
Execução transforma o sonho em empresa.
Leitura recomendada: A arte de empreender do zero
Para quem está justamente na transição entre “quero empreender” e “preciso começar”, o livro A arte de empreender do zero: Como tirar do papel e construir um negócio com propósito, de Elias Torres, pode funcionar como leitura complementar. A proposta combina experiências do autor com temas de:
- vendas;
- crescimento;
- liderança;
- execução;
- desenvolvimento empresarial.
**Ver A arte de empreender do zero na Amazon**
Fontes e referências
Foram utilizados dados recentes do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) divulgados pelo Sebrae sobre sonhos dos brasileiros, empreendedorismo potencial e motivações para empreender.
Também foram consultados materiais do Sebrae sobre abertura de pequenos negócios e empreendedorismo no Brasil, além das orientações oficiais sobre ocupações permitidas ao MEI. Dados e posições podem mudar em novas edições do GEM. Ao atualizar este artigo futuramente, vale revisar especialmente o ranking de sonhos da população brasileira.



