Portal editorial para empreendedores

Empreendedora administrando um pequeno negócio de doces em uma avenida brasileira
Gestão Empresarial

Por Que Empreender Continua Sendo um dos Maiores Sonhos dos Brasileiros

Ter o próprio negócio continua entre os maiores sonhos dos brasileiros. Entenda por que tanta gente quer empreender e o que considerar antes de começar.

Por Jefferson Severino PereiraFundador, Editor e Pesquisador em Estratégias Empresariais Publicado em 13 de agosto de 2026 27 min de leitura
Neste artigo · 37 tópicos
  1. 1. Por que tantos brasileiros querem empreender?
  2. 2. O tamanho desse desejo no Brasil
  3. 3. Gráfico — Como o sonho de empreender ganhou espaço
  4. 4. 1. Empreender representa autonomia
  5. 5. Liberdade não significa trabalhar quando quiser
  6. 6. 2. Existe o desejo de melhorar a renda
  7. 7. 3. A tecnologia reduziu algumas barreiras de entrada
  8. 8. Fluxograma — Do sonho ao primeiro negócio
  9. 9. 4. Empreender virou uma carreira possível
  10. 10. Empreendedorismo não é superior ao emprego
  11. 11. 5. Muitas pessoas querem transformar habilidade em renda
  12. 12. Habilidade não é empresa
  13. 13. O empreendedor precisa aprender dois trabalhos
  14. 14. 6. O sonho de construir algo próprio possui uma dimensão emocional
  15. 15. Propósito é importante, mas negócio precisa pagar contas
  16. 16. Um livro sobre transformar vontade em execução
  17. 17. Sonho sem teste pode virar dívida
  18. 18. Como validar uma ideia pequena
  19. 19. Tabela — Sonhar x construir
  20. 20. Empreender por oportunidade x necessidade
  21. 21. O medo de fracassar também existe
  22. 22. Comece menor do que seu ego gostaria
  23. 23. O crescimento pode ser consequência, não ponto de partida
  24. 24. O papel do MEI na porta de entrada do empreendedorismo
  25. 25. Quando profissionalizar a estrutura
  26. 26. O que separa o sonho de um negócio sustentável?
  27. 27. Os cinco pilares depois da primeira venda
  28. 28. O empreendedorismo romantizado pode fazer mal
  29. 29. Você não precisa abandonar o emprego amanhã
  30. 30. O primeiro negócio não precisa ser o último
  31. 31. Plano — Da vontade à primeira venda
  32. 32. Gráfico conceitual — O que realmente aproxima alguém da primeira empresa
  33. 33. Checklist — O sonho está pronto para virar teste?
  34. 34. Perguntas Frequentes
  35. 35. O Brasileiro Não Sonha Apenas com uma Empresa. Sonha com Possibilidade.
  36. 36. Leitura recomendada: A arte de empreender do zero
  37. 37. Fontes e referências

Comprar a casa própria ainda ocupa um espaço especial no imaginário brasileiro. Mas existe outro desejo crescendo logo atrás dela:

ter o próprio negócio.

Segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2025, divulgado no Brasil pelo Sebrae, empreender foi o segundo sonho mais citado pela população brasileira, aparecendo em 40% das respostas e ficando atrás apenas da casa própria. O interesse cresceu seis pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Entre pessoas de 35 a 54 anos, o cenário é ainda mais significativo: ter o próprio negócio apareceu como o principal sonho desse grupo, passando de 37,7% em 2024 para 41,1% em 2025.

Não estamos falando apenas de pessoas que querem abrir startups, levantar investimentos ou construir empresas gigantes. O sonho pode ser muito mais simples — inclusive na forma de um nanonegócio:

  • abrir uma loja;
  • trabalhar como autônomo;
  • vender comida;
  • prestar serviços;
  • montar um pequeno e-commerce;
  • transformar uma habilidade em renda;
  • assumir um negócio familiar;
  • criar algo próprio.

Por trás dessas ideias existe uma combinação poderosa de expectativas.

Autonomia.

Renda.

Propósito.

Liberdade.

E, para muita gente, a sensação de finalmente construir algo que lhe pertence. Mas existe um detalhe que precisa ser colocado na mesa desde o começo:

sonhar em empreender e estar preparado para administrar uma empresa são coisas diferentes.

O empreendedorismo pode abrir oportunidades reais. Também traz risco, responsabilidade, incerteza e uma quantidade de trabalho que os vídeos motivacionais normalmente não mostram. É justamente essa diferença entre o sonho e a construção que vamos explorar.


Por que tantos brasileiros querem empreender?

Os motivos não são iguais para todo mundo. Para algumas pessoas, empreender representa liberdade. Para outras, necessidade. Há quem queira ganhar mais, quem deseje sair de um emprego que não oferece perspectiva e quem tenha identificado uma oportunidade concreta.

Os dados mais recentes do GEM mostram também uma mudança interessante: em 2025, o empreendedorismo por oportunidade voltou a ganhar espaço no país. A participação dos que empreendem por identificar oportunidades passou de 55% para 58%, enquanto a falta de emprego perdeu importância relativa como motivação. Isso não significa que necessidade deixou de existir. Significa que a história brasileira do empreendedorismo é mais diversa do que:

“As pessoas abrem empresas porque não conseguem emprego.”

O tamanho desse desejo no Brasil

O Brasil possui uma das maiores populações de potenciais empreendedores do mundo. Segundo dados divulgados pelo Sebrae com base no GEM, aproximadamente 42,5 milhões de adultos brasileiros gostariam de começar um negócio, colocando o país entre os maiores contingentes de empreendedorismo potencial avaliados internacionalmente. Outro levantamento do Sebrae apontava que cerca de 47 milhões de brasileiros não empreendedores desejavam abrir um negócio nos três anos seguintes. Não é uma tendência de nicho.

É uma aspiração presente em uma parcela enorme da população.


Gráfico — Como o sonho de empreender ganhou espaço

Como o sonho de empreender ganhou espaço

Posição relativa das aspirações apresentadas pelo GEM 2025.

Representação conceitual baseada na posição relativa apresentada pelo GEM 2025. Não representa escala estatística proporcional.

Representação conceitual baseada na posição relativa apresentada pelo GEM 2025. Não representa escala estatística proporcional.

O dado mais interessante talvez nem seja a posição no ranking. É a persistência. A vontade de ter um negócio aparece há anos entre as principais aspirações dos brasileiros e ganhou força novamente no levantamento mais recente.


1. Empreender representa autonomia

Provavelmente esse é um dos elementos mais sedutores. Quem trabalha para outra organização precisa lidar com:

  • chefia;
  • horários;
  • políticas internas;
  • planos de carreira;
  • decisões que não controla.

O negócio próprio parece oferecer o oposto:

“Eu decido.”

E existe verdade nisso. O empreendedor possui autonomia para definir muitas coisas. Mas autonomia empresarial não significa ausência de cobrança. O chefe desaparece. Em seu lugar surgem:

  • clientes;
  • fornecedores;
  • impostos;
  • contas;
  • prazos;
  • caixa;
  • concorrentes.

Você ganha liberdade para decidir. Também ganha responsabilidade pelas consequências.


Liberdade não significa trabalhar quando quiser

Esse é um dos mitos mais persistentes.

“Vou empreender para não ter horário.”

Dependendo do negócio, você pode acabar trabalhando mais do que antes, especialmente no começo. A diferença é que existe maior possibilidade de decidir como construir essa rotina no longo prazo. Por isso, autonomia deveria ser entendida como:

capacidade crescente de controlar o próprio trabalho

e não:

ausência total de obrigações.


2. Existe o desejo de melhorar a renda

Salários possuem limites relativamente previsíveis. Em um negócio próprio, pelo menos em teoria, o potencial de crescimento não está limitado à mesma estrutura. Isso atrai. Imagine alguém que recebe R$ 4 mil por mês. Ela pensa:

“Se eu conseguir dez clientes pagando R$ 1.000, posso faturar R$ 10 mil.”

A matemática parece maravilhosa, mas uma precificação responsável precisa considerar toda a operação. Mas faltam elementos. Dos R$ 10 mil podem sair:

  • impostos;
  • ferramentas;
  • aquisição de clientes;
  • aluguel;
  • fornecedores;
  • funcionários;
  • transporte;
  • inadimplência.

Faturamento não é salário.

Ainda assim, o potencial de construir uma fonte de renda própria continua sendo uma motivação poderosa.


3. A tecnologia reduziu algumas barreiras de entrada

Há algumas décadas, montar determinados negócios exigia:

  • loja física;
  • linha telefônica;
  • anúncios impressos;
  • estoque grande;
  • estrutura local.

Hoje, uma pessoa pode começar determinados modelos com:

Isso não tornou empreender fácil. Tornou alguns testes mais acessíveis. Um designer pode trabalhar de casa. Uma confeiteira recebe pedidos pelo WhatsApp. Um consultor atende por videoconferência. Um pequeno lojista vende online. A infraestrutura para testar uma ideia ficou mais acessível em muitos segmentos.


Fluxograma — Do sonho ao primeiro negócio

O problema começa quando alguém pula diretamente de:

“quero empreender”

para:

“vou investir tudo.”


4. Empreender virou uma carreira possível

Durante muito tempo, a imagem de sucesso profissional estava fortemente associada a:

  • diploma;
  • emprego estável;
  • carreira longa;
  • promoção.

Esse modelo continua válido para milhões de pessoas. Mas deixou de ser o único imaginário possível. Hoje, alguém pode construir carreira como:

  • autônomo;
  • freelancer;
  • microempreendedor;
  • criador;
  • consultor;
  • dono de pequeno negócio.

Não existe obrigação de escolher um único caminho para toda a vida.


Empreendedorismo não é superior ao emprego

Essa observação é importante. Transformar empreendedorismo em símbolo de superioridade cria uma narrativa perigosa. Ter emprego não significa falta de coragem. Abrir empresa não significa automaticamente independência. Existem excelentes carreiras profissionais. E negócios ruins. A escolha precisa fazer sentido para:

  • perfil;
  • objetivos;
  • momento;
  • tolerância ao risco.

5. Muitas pessoas querem transformar habilidade em renda

Às vezes o primeiro negócio não nasce de uma grande ideia. Nasce de algo simples:

“As pessoas já me pedem para fazer isso.”

Uma pessoa sabe:

  • cozinhar;
  • consertar;
  • ensinar;
  • fotografar;
  • vender;
  • organizar;
  • programar;
  • desenhar.

Até que aparece:

“Você cobra para fazer isso?”

Esse momento pode ser o início.


Habilidade não é empresa

Saber cozinhar não significa saber administrar restaurante. Ser bom designer não significa saber vender design. Conhecimento técnico é uma parte do negócio. Depois entram:

  • preço;
  • marketing;
  • vendas;
  • caixa;
  • atendimento;
  • processos.

É por isso que bons profissionais nem sempre se tornam bons empresários automaticamente.


O empreendedor precisa aprender dois trabalhos

Um fotógrafo precisa fotografar. Mas também:

  • conseguir clientes;
  • enviar proposta;
  • cobrar;
  • organizar agenda.

Uma confeiteira precisa produzir. Mas também:

  • calcular custos;
  • comprar insumos;
  • divulgar;
  • controlar pedidos.

6. O sonho de construir algo próprio possui uma dimensão emocional

Nem tudo é dinheiro. Existe uma satisfação específica em pensar:

“Eu construí isso.”

Pode ser:

  • uma loja;
  • uma marca;
  • uma carteira de clientes;
  • um produto;
  • uma equipe.

Esse sentimento explica parte da força cultural do empreendedorismo. É também por isso que o fracasso empresarial pode doer tanto. A pessoa não perde apenas dinheiro. Às vezes sente que perdeu um pedaço da própria identidade.


Propósito é importante, mas negócio precisa pagar contas

Essa é outra conversa necessária. É comum ouvir:

“Encontre seu propósito e o dinheiro virá.”

Não existe garantia disso. Um negócio precisa combinar:

Propósito pode dar direção. Cliente mantém a empresa funcionando.


Um livro sobre transformar vontade em execução

Essa ponte entre vontade e construção é justamente um dos temas de A arte de empreender do zero: Como tirar do papel e construir um negócio com propósito, de Elias Torres. A apresentação da obra parte da trajetória do autor e aborda temas como:

  • crescimento;
  • liderança;
  • empreendedorismo;
  • vendas;
  • execução;
  • propósito.

O livro não precisa ser tratado como promessa de sucesso. Sua utilidade está justamente na reflexão sobre tirar a ideia do campo da intenção e levá-la para execução, liderança e construção de negócio.


Sonho sem teste pode virar dívida

Um dos erros mais perigosos é interpretar entusiasmo como validação. Você conta a ideia para dez amigos. Todos dizem:

“Nossa, isso vai bombar!”

Mas ninguém compra. Opinião positiva não é o mesmo que demanda. Antes de investir muito, teste.


Como validar uma ideia pequena

Pergunte:

Existe problema?

Não apenas uma ideia bonita.

Quem sofre com isso?

Defina o cliente.

Quanto ele paga hoje para resolver?

Descubra alternativas.

Consigo vender antes de estruturar tudo?

Faça um teste.

Alguém comprou novamente?

Recompra é um sinal muito forte.


Tabela — Sonhar x construir

Sonhar em empreenderConstruir um negócio
Ter ideiaTestar demanda
Imaginar receitaCalcular margem
Pensar em liberdadeOrganizar rotina
Criar marcaConseguir clientes
Abrir CNPJCriar processo
Fazer primeira vendaGerar recompra
FaturarControlar caixa
Trabalhar por contaAdministrar risco

O primeiro lado inspira. O segundo sustenta.


Empreender por oportunidade x necessidade

Nem toda empresa nasce pelo mesmo motivo. O GEM diferencia motivações e contextos de empreendedorismo. Em 2025, o empreendedorismo por oportunidade voltou a avançar no país: 58% dos empreendedores iniciais estavam associados a essa lógica, contra 55% no ano anterior. Empreender por oportunidade pode surgir quando alguém identifica:

  • demanda não atendida;
  • tendência;
  • nicho;
  • tecnologia;
  • público mal atendido.

Já o empreendedorismo por necessidade pode aparecer quando o negócio representa uma alternativa diante de falta de renda ou emprego. Os dois podem gerar boas empresas. Mas o ponto de partida influencia as condições disponíveis para planejar.


O medo de fracassar também existe

Se tanta gente quer empreender, por que nem todo mundo começa? Porque desejo e ação são coisas diferentes. Algumas barreiras comuns:

  • medo;
  • dinheiro;
  • conhecimento;
  • burocracia;
  • família;
  • falta de cliente;
  • insegurança.

O medo não precisa desaparecer antes do primeiro passo. O que pode diminuir é o tamanho da aposta.


Comece menor do que seu ego gostaria

Essa talvez seja uma das recomendações mais úteis. Você não precisa:

  • abrir loja;
  • contratar equipe;
  • comprar 1.000 unidades.

para provar que é empresário. Talvez seja melhor começar com:

  • cinco clientes;
  • 20 produtos;
  • uma oferta;
  • um canal.

Pequeno permite aprender.


O crescimento pode ser consequência, não ponto de partida

Essa sequência não garante sucesso. Mas reduz a chance de construir estrutura antes de validar mercado.


O papel do MEI na porta de entrada do empreendedorismo

Para milhões de brasileiros, o MEI tornou-se uma das formas de formalização de pequenos negócios. O modelo possui requisitos, atividades permitidas e limites específicos que precisam ser conferidos nas fontes oficiais antes da formalização. O importante aqui é compreender o papel dessa estrutura:

reduzir parte da distância entre trabalhar informalmente e operar como negócio formal.

Em 2025, o Brasil registrou mais de 5,1 milhões de novas empresas, e 96,4% das aberturas foram de pequenos negócios, segundo dados divulgados pelo Sebrae. Isso ajuda a mostrar como o empreendedorismo não é apenas sonho. Existe uma quantidade gigantesca de pessoas tentando colocá-lo em prática.


Quando profissionalizar a estrutura

Imagine que você começou:

Está tudo bem. Depois surgem:

  • clientes;
  • documentos;
  • reuniões;
  • propostas;
  • arquivos;
  • fornecedores.

Nesse momento, organização começa a ter peso.

Seu negócio começou a crescer? Organize a operação

Centralize e-mail profissional, documentos, arquivos, reuniões e agenda em uma estrutura que pode acompanhar o crescimento da empresa.

Conhecer o Google Workspace

Este link é de afiliado: podemos receber uma comissão do Google Workspace caso você faça uma assinatura através dele, sem nenhum custo adicional pra você.

A ferramenta não transforma uma ideia ruim em bom negócio. A função aqui é outra: ajudar a organizar a empresa que começou a funcionar.


O que separa o sonho de um negócio sustentável?

Não é coragem. Coragem ajuda. Mas existem elementos menos emocionantes:

  • margem;
  • caixa;
  • cliente;
  • preço;
  • processo;
  • disciplina.

Um negócio sobrevive quando consegue criar valor suficiente para o cliente e capturar parte desse valor de maneira economicamente sustentável.


Os cinco pilares depois da primeira venda

1. Cliente

Quem compra?

2. Oferta

Por que compra?

3. Margem

Sobra dinheiro?

4. Operação

Consigo entregar?

5. Repetição

Consigo fazer novamente?

Quanto mais previsível fica esse ciclo, mais o projeto se aproxima de uma empresa.


O empreendedorismo romantizado pode fazer mal

Existe um lado pouco agradável do discurso empreendedor. Frases como:

“Durma enquanto eles dormem e acorde milionário.”

ou:

“Quem quer de verdade trabalha 18 horas.”

podem confundir dedicação com falta de gestão. Uma empresa saudável não deveria depender eternamente do esgotamento físico do dono. Trabalho duro pode fazer parte. Exploração de si mesmo não precisa virar modelo de negócios.


Você não precisa abandonar o emprego amanhã

Existe também uma falsa dicotomia:

“Ou sou empregado ou sou empreendedor.”

Algumas pessoas começam paralelamente. Testam. Aprendem. Constroem clientes. E somente depois decidem. Dependendo da situação pessoal, esse caminho pode reduzir risco. É necessário respeitar:

  • contratos;
  • conflitos de interesse;
  • jornada;
  • obrigações profissionais.

O primeiro negócio não precisa ser o último

Você pode começar:

  • vendendo;
  • prestando serviço;
  • produzindo.

E descobrir que não gosta. Isso não significa que todo aprendizado foi perdido. Você aprendeu:

  • vender;
  • atender;
  • negociar;
  • calcular;
  • administrar.

Empreendedorismo também produz repertório.


Plano — Da vontade à primeira venda

Semana 1

Defina:

  • habilidade;
  • problema;
  • cliente.

Semana 2

Converse com:

  • potenciais compradores;
  • parceiros;
  • pessoas do setor.

Semana 3

Monte:

  • oferta;
  • preço;
  • forma de entrega.

Semana 4

Tente vender. Não espere:

  • logo perfeito;
  • site perfeito;
  • escritório perfeito.

Teste a oferta.


Gráfico conceitual — O que realmente aproxima alguém da primeira empresa

O que realmente aproxima alguém da primeira empresa

Prioridades práticas para transformar intenção em uma operação real.

Representação conceitual, não estatística.

Representação conceitual, não estatística.

A mensagem não é que marca seja irrelevante. É que aparência não substitui operação.


Checklist — O sonho está pronto para virar teste?

Avalie se o sonho está pronto para virar teste

Você não precisa marcar tudo para começar. Mas as respostas negativas mostram onde estudar antes de apostar mais dinheiro.


Perguntas Frequentes

Empreender é realmente um dos maiores sonhos dos brasileiros?
Sim. No GEM 2025, ter o próprio negócio apareceu como o segundo sonho mais citado pelos brasileiros, atrás apenas da casa própria, com 40% das menções.
Empreender é o sonho número 1 dos brasileiros?
No conjunto da população, não atualmente: a casa própria ocupa a primeira posição. Entre brasileiros de 35 a 54 anos, porém, ter o próprio negócio apareceu em primeiro lugar no levantamento de 2025.
Quantos brasileiros querem abrir um negócio?
Dados do GEM divulgados pelo Sebrae indicam dezenas de milhões de potenciais empreendedores; um levantamento recente apontou cerca de 42,5 milhões de adultos interessados em começar a empreender.
Por que os brasileiros querem empreender?
As motivações variam e podem incluir autonomia, renda, oportunidade, propósito e necessidade. Os dados recentes mostram aumento do empreendedorismo por oportunidade.
Preciso de muito dinheiro para começar?
Depende do modelo. Serviços e negócios digitais podem exigir menos capital do que operações com estoque, instalações ou equipamentos.
É melhor começar como MEI?
Depende da atividade e do enquadramento. Nem toda ocupação ou negócio pode ser MEI. Consulte as regras oficiais antes de formalizar.
Posso começar um negócio sem sair do emprego?
Em muitas situações, sim, desde que isso seja compatível com contratos, obrigações e regras do trabalho atual.
Preciso de site para começar?
Não obrigatoriamente. Alguns modelos conseguem testar demanda com WhatsApp, Google, redes sociais e contatos diretos.
Empreender garante liberdade financeira?
Não. Uma empresa pode gerar renda e patrimônio, mas também envolve risco de perdas.
Qual é o primeiro passo para empreender?
Identifique um problema, escolha quem você pretende atender e tente validar se alguém realmente pagaria pela solução antes de criar uma grande estrutura.
Sobre o que fala A arte de empreender do zero?
O livro, de Elias Torres, apresenta uma abordagem sobre transformar intenção em negócio, abordando empreendedorismo, liderança, vendas, crescimento e propósito a partir da experiência do autor.

O Brasileiro Não Sonha Apenas com uma Empresa. Sonha com Possibilidade.

Talvez o dado do empreendedorismo diga algo maior sobre o país. Ter o próprio negócio não representa apenas abrir CNPJ. Para muita gente, significa:

“Existe outro caminho.”

Outro jeito de ganhar dinheiro. Outro jeito de trabalhar. Outra possibilidade de construir alguma coisa. É por isso que o empreendedorismo continua ocupando um lugar tão alto entre os sonhos brasileiros. Mas existe uma diferença essencial entre admirar esse sonho e romantizá-lo. Empreender pode ser extraordinário. Também pode ser difícil. O caminho mais responsável não é dizer:

“Largue tudo e siga seu sonho.”

É dizer:

**“Teste seu sonho.”**

Encontre cliente. Faça conta. Comece pequeno. Aprenda. Repita. Depois decida quanto deseja crescer. O empreendedor que coloca uma pequena oferta na rua e recebe sua primeira venda aprendeu muito mais sobre seu negócio do que alguém que passou seis meses apenas planejando. Sonho inicia a jornada.

Execução transforma o sonho em empresa.


Leitura recomendada: A arte de empreender do zero

Para quem está justamente na transição entre “quero empreender” e “preciso começar”, o livro A arte de empreender do zero: Como tirar do papel e construir um negócio com propósito, de Elias Torres, pode funcionar como leitura complementar. A proposta combina experiências do autor com temas de:

  • vendas;
  • crescimento;
  • liderança;
  • execução;
  • desenvolvimento empresarial.

**Ver A arte de empreender do zero na Amazon**


Fontes e referências

Foram utilizados dados recentes do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) divulgados pelo Sebrae sobre sonhos dos brasileiros, empreendedorismo potencial e motivações para empreender.

Também foram consultados materiais do Sebrae sobre abertura de pequenos negócios e empreendedorismo no Brasil, além das orientações oficiais sobre ocupações permitidas ao MEI. Dados e posições podem mudar em novas edições do GEM. Ao atualizar este artigo futuramente, vale revisar especialmente o ranking de sonhos da população brasileira.


Fontes citadas

  1. Ver A arte de empreender do zero na Amazon
  2. **Global Entrepreneurship Monitor (GEM)** divulgados pelo Sebrae
  3. orientações oficiais sobre ocupações permitidas ao MEI

Artigos relacionados